Quanto Você deve Retirar do seu Negócio?



Quanto você deve retirar do seu negócio a título de remuneração para seu sustento pessoal?

Esta é uma questão que muitos donos e donas de negócio enfrentam e tem alguma dificuldade para responder.

Antes de encontrar um valor, você precisa entender os dois tipos de remuneração que você pode ter na sua empresa.

O primeiro é o pró-labore, que você recebe pelo trabalho que você desempenha dentro do seu negócio. É a remuneração pelo que você faz.

O segundo é a distribuição de lucros ou dividendos gerados pelo resultado alcançado pelo seu negócio em um período de tempo. É o retorno pelo que você tem.

O mais comum de acontecer é se estabelecer um pró-labore baixo e fazer retiradas de acordo com a necessidade pessoal e a possibilidade do fluxo de caixa da empresa.

Alguns problemas decorrem desta prática.

Primeiro, isto distorce o resultado da empresa por não estar considerando em seus custos fixos a remuneração do administrador que, neste caso, é você.

Em outras palavras, a lucratividade da empresa será inflada artificialmente.

Segundo, esta prática pode trazer problemas com a Receita Federal e te jogar na malha fina, caso seu pró-labore seja muito abaixo do que se paga para sua função no perfil da sua empresa.

O que você deve fazer?

Você deve definir um pro-labore baseado no valor de mercado para sua função na empresa, considerando seu segmento de atuação e seu porte.

Se houver sócios, os pró-labores devem considerar as diferenças de responsabilidade e atuação.

Com este valor, você terá o resultado real da sua empresa e poderá fazer a distribuição de lucro de acordo com os critérios do contrato social.

Esta prática também vai facilitar sua substituição quando você quiser deixar a operação do negócio e contratar um profissional de mercado.

Mas a minha empresa ainda não pode pagar um valor de mercado a título de pró-labore.

É comum que isto aconteça, primcipalmente no início do negócio.

A sugestão aqui vem do livro Simple Numbers, Straight Talk, Big Profits de Greg Crabtree.

O valor que não é efetivamente pago de pró-labore pela incapacidade financeira da empresa deve ser contabilizado e transformado em capital social.

Ele chama de Sweat Equity, ou Capital do Suor em uma tradução livre.

A outra maneira de fazer isto é transformar esta diferença em um débito para a empresa, a ser pago quando for adequado para o caixa do negócio.

Por que você deve fazer isto e não continuar com sua prática atual?

A primeira resposta vem com uma outra pergunta: você trabalharia em uma empresa por uma remuneração abaixo do seu valor?

Talvez por um tempo.

A segunda resposta tem a ver com uma visão realista e profissional da sua empresa, com números que não mintam para você.

Mesmo que sua empresa seja pequena.

Espero que te ajude.

Até a próxima!



Eduardo Mendonça

Treinador de Negócios

Posts Em Destaque
Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags
Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square

Rua Álvaro Guterres 335 / 206.

Porto Alegre - RS 94920-010
 

T: 51 993 257 699

  • YouTube
  • LinkedIn
  • Instagram
  • Facebook